Ricardo Dourado

A imagem como um todo.

No recente mas já multifacetado percurso profissional do Jovem estilista português destacam-se os vários projectos e colaborações com vários nomes da moda nacional. Prefere evidenciar a forma e a textura dos tecidos e admite que não gosta de padrões. Talvez seja essa uma peça chave para o sucesso das suas colecções que resultam num look sofisticado e feminino, e que antecipam uma carreira promissora.

Ricardo Dourado é um homem do norte, natural de Cabeceiras de Basto (1980). Após terminar o curso no Citex (Centro de Formação Profissional da Indústria Têxtil) em 2003, no Porto, onde hoje é professor, dedicou-se inteiramente ao trabalho como designer de moda. É no seu atelier que desenha, prepara e realiza todos os acabamentos das peças de cada colecção que apresenta anualmente na semana da Moda Lisboa.

Em 2007, criou a “Lcd-inov. e Design”, uma empresa têxtil que desenvolve peças e amostras que apresenta a marcas europeias como Massimo Dutti e Purificacion Garcia, e na qual assume a direcção criativa.

É membro da equipa de design da marca Polopique com representação em Portugal, Espanha e Brasil e desenvolveu projectos industriais para marcas como Notiz (Dinamarca), ou para as nacionais MTP, Tucha, Intensive e Dafne.

Colaborou activamente com os estúdios de Osvaldo Martins (2004), Lidija Kolovrat (2002-2003) e Helena de Matos (2003). Mantém uma presença regular na área de styling e guarda-roupa com a “Search Magazine”, que procura complementar com a participação em concursos de Design de Moda (Sangue Novo, Novos Criadores 01, Mod’tissimo, Novos Talentos Optimus).

Em paralelo com a sua marca própria, tem vindo a integrar projectos para a indústria têxtil e do calçado, estando actualmente a desenvolver as colecções “Hydrogen” (linha masculina para a empresa Noronhas) e a colecção feminina para a Eical.

Ricardo Dourado tenta que o seu trabalho seja proveniente de uma aglutinação de várias experiências absorvidas e espera que o resultado das peças transmita sempre essa ideia. “A imagem como um todo fascina-me”, diz.